domingo, agosto 17, 2008

Apenas um instante


Num instante
O solavanco saí do meu avesso
E transforma o que era medo
Em um fazer travesso
Transformando as horas em enredo.

Num instante
O que me era só um jeito
Passa a ser minha vontade
E explode mil fagulhas no meu peito
Vaidade, mistério, segredo e ansiedade.

Num instante
Era simples o tocar de suas mãos
Mas repentinamente sinto enormemente
Que quero procurar tudo
Tudo profundamente.

Num instante
A boca eram só palavras
Que ecoam simples
Mas de repente, de gesto em gesto
Descubro-me em você
Uma nova esfera de mim

Num instante
Era tão desconhecido
Mas agora, no calor da hora
Sei tudo o que queria
E que me basta.

Num instante
Minha vida que era simples
De um viver de cada dia
Tornou-se uma coisa densa
De uma vida que não é mais minha.



Por Marighetti

2 comentários:

Francisco Castro disse...

Oi, gostei muito do seu blog.

Parabéns!

Um abraço

.ju das candongas. disse...

Poesia, quando vem da alma, é sempre boa Marigas!
E é tão bom ver bons poemas saídos da alma de alguém quanto escrevê-los!
Vou acompanhando daqui.. com saudades e alegria pelas coisas bonitas que leio aqui!
Grande beijo.
.ju.